Diferenças em Londres

Logo que cheguei comecei a listar algumas diferenças que me chamaram a atenção aqui em Londres. Achei que fosse legal compartilhar com todo mundo, pois pode ser interessante para quem ainda conhece aqui.

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– Muitas vezes estou no metrô e escuto umas sete línguas diferentes, mas ninguém falando inglês.

– As pessoas pedem desculpa para tudo, mesmo quando a culpa foi sua e você que esbarrou nela.

– As pessoas falam obrigado e por favor para tudo.

– Como diz a mãe do meu amigo, aqui a chuva é na horizontal… chove e venta. Não adianta abrir o guarda chuva que ele vai quebrar.

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– No metrô todo mundo espera as pessoas saírem do vagão primeiro, para só depois elas entrarem, mas em compensação não são todos que levantam para um idoso sentar (mas temos que avaliar que aqui também tem muita gente do mundo todo).

– As grávidas usam um bottom escrito “baby on board”, assim fica claro que a pessoa está grávida e você pode ceder seu assento sem qualquer dúvida ou receio de alguma mulher não tão em forma se sentir ofendida.

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– Na maioria dos pubs o garçom não vem à sua mesa. Você vai até o balcão, faz o pedido, paga, pega sua bebida e senta na sua mesa (se tiver uma). Pode até deixar o cartão lá no caixa também, ir pedindo e só colocar sua senha no final. Não espere que o garçom traga seu chopp mesmo sem você pedir.

– Aqui a cerveja não tem colarinho nem é muito gelada.

– As pessoas não andam no metrô, elas correm praticamente. Aqui você sempre tem que ficar do lado direito, já que do lado esquerdo passam as pessoas que estão com mais pressa. Porém, elas andam BEM depressa. Portanto, mesmo que você esteja andando, mas em passos normais, fique na direita que com certeza muita gente te ultrapassará.

– Jornais são distribuídos quase todos os dias e horas. Tem jornais durante a semana na parte da manhã e na parte da tarde. Todo mundo pega e lê no metrô. É fácil observar uma pessoa dando uma esticada para ler a matéria no jornal do passageiro ao lado. E também é normal as pessoas deixarem o jornal no vagão/assento e o próximo coloca de lado ou aproveita para dar uma lidinha.

– Isso de deixar o jornal também pode ser preguiça de jogar fora, afinal não é muito comum encontrar lixeiras no metrô. Quando você encontra, pode observar que os sacos são transparentes para se ver o que tem dentro do lixo (por causa de atentado, bombas, etc).

– Aqui não é normal sair com sua equipe toda para almoçar no por quilo. As pessoas geralmente comem sozinhas ou em suas mesas de trabalho. É muito comum você ver gente comendo sozinha em qualquer gramado, banco ou praça quando está sol.

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– Como as pessoas comem muito em suas mesas de trabalho, é comum você escutar da pessoa no caixa onde se compra a comida se você vai levar ou comer no estabelecimento. Isso porque há diferença de preço geralmente em comidas frias para se comer dentro da loja (é mais caro) ou para levar.

– Ser vegan, intolerante a lactose ou não poder comer glúten não é um problema tão grande, já que MUITOS restaurantes e cafés têm pratos especiais para pessoas com restrições. Também se pode encontrar facilmente produtos em supermercados como leite (e não é de soja!) ou queijo sem lactose, portanto, vida normal.

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– Aqui se come muita comida apimentada e comida asiática (chinesa, japonesa, vietnamita, coreana, tailandesa, etc).

– O Natal é comemorado com almoço no dia 25 (e não com ceia no dia 24) e esse é o único dia do ano que não funciona nenhum transporte público!

– O presente de amigo secreto na empresa geralmente não é para ser sério como um perfume, camisa ou livro. Geralmente o pessoal dá um presente engraçadinho ou envolvendo alguma brincadeira, mas que tem a ver com a pessoa sorteada (não é um amigo da onça que pega pesado… é algo mais light).

– Não importa o presente ou a data especial, você sempre tem que dar com um cartão.

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– É comum também as pessoas darem presentes para pessoas que estão mudando de empresa. Tem até seção de cartões específicos para isso.

– No Natal é comum ter vários mercados de natal espalhados pela cidade.

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– Dia 26 de dezembro é feriado e tem muita promoção nas lojas (boxing day).

– Aliás, tem pouco feriado por aqui (são 08 por ano, contando Natal e Ano Novo), mas todos eles caem segundas ou sextas (ou seja, sem ponte de feriado). Caso o feriado caia no final de semana, ele é postergado para segunda.

– Você vê muito turista indo com mala de viagem fazer compras nas lojas. Eles compram bastante coisas e colocam tudo na mala… bem mais prático para carregar o dia todo.

– Aqui é muito comum sair para ir ao pub depois do trabalho (e não comer nada, só beber mesmo… e beber muito!).

 

– De vez em quando você pode avistar na rua uma “bicicleta” um pouco diferente. Algumas pessoas alugam, saem pedalando pela cidade e bebendo cerveja ao mesmo tempo.

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– Também é comum ficar de pé do lado de fora do pub (se não for inverno), mesmo se você não está fumando.

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– Aqui cigarro é muito caro, então as pessoas compram o tabaco e o papel e fazem seus próprios cigarros, pois é bem mais barato.

– É muito comum todo mundo correr para pegar o metrô e quase ser esmagado pela porta, mesmo sabendo que tem um outro trem chegando daqui 2 minutos.

– É normal ver alguém carregando a mala nas escadas no metrô e ninguém ajudar.

– Normal no metrô é a pessoa levantar para sair na sua estação apenas quando o metrô de fato pára na plataforma.

– Nem todos os restaurantes incluem o serviço na conta, portanto você tem que prestar atenção. Alguns incluem, mas em outros você dá a gorjeta a parte. Ou então têm outros que quando você passa o cartão de crédito, a maquininha te pergunta se você quer dar e quanto quer dar de gorjeta (cuidado para não colocar a senha e dar uma gorjeta bem gorda, principalmente se sua senha começar com 9).

– Todos os restaurantes têm água torneiral de graça. Aliás é normal tomar água da torneira aqui. Mas quem não gosta tanto, tem umas garrafinhas ou jarra com filtro.

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– Também é normal ver muita “marca branca” no copo ou na pia que é o famoso “limescale” (minerais da água).

– Toda casa tem kettle, que é uma chaleira elétrica.

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– Geralmente os ingleses não fazem muitas reclamações em estabelecimentos, como por exemplo, em restaurantes. Eles são muito educados e cuidadosos com isso. Se acharem um inseto na sopa, por exemplo, falarão “eu acho que pode ter um inseto na minha sopa”, o que para mim está bem longe de se parecer uma reclamação.

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– Ninguém te olhará estranho se você tomar sol no parque de biquini ou fizer um mega picnic (mesmo levando comida mesmo, o que seria “farofada” para nós) num dia de sol.

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– Aqui é normal dividir casa, pois a moradia é cara. Então você pode alugar um quarto numa casa com pessoas que você não conhece.

– Também é normal o lado de fora parecer uma casa vitoriana, mas na verdade ser composta de vários apartamentos.

– É normal escutar como resposta de “está tudo bem?” um “not bad”. Isso não significa que a pessoa quer contar a vida e os problemas para você.

– Não tente lavar o banheiro do apartamento aqui com água, pois não tem ralo (além do chuveiro, porém muitas vezes o chuveiro é dentro da banheira).

– No começo do outuno você terá a visita por algumas semanas do “daddy long legs”, um inseto que parece um pernilongo gigante, mas não faz nada.

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– Todos que têm tv precisam pagar uma taxa anual de licença. Assim, você pode assistir os canais abertos.

– Mesmo que você tenha um plano de saúde particular, você precisa ir ao médico (público) do seu bairro para ver se ele acha que você tem que procurar um médico especialista. Caso ele ache, ele te dará uma “carta” e aí sim você procura um outro médico particular.

– Não existe RG ou CPF, portanto se você não dirige, você não tem nenhum documento sem ser seu passaporte (e crachá da empresa).

– Alguns prédios têm concierge. É como se fosse um porteiro que recebe correspondências, te ajuda com informações, mas não interfona e nem abre a porta quando sua visita chega.

– Como o concierge não abre a porta do prédio, utilizamos o famoso “fob” que você encosta num sensor para abrir a porta.

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– Não ache que aqui é diferente de SP na questão atravessar a rua. Não é só colocar o pé na rua que os carros param não. Por isso, tome cuidado, senão passam por cima.

– Uma curiosidade… a parte externa do teto dos famosos ônibus vermelhos é branca.

– E por último… para quem acha as moedas daqui confusas, eu achei uma lógica para entendê-las. Elas são separadas em pares, sendo uma moeda maior e outra menor e por cores. Exemplo: £0.01 bronze menor/ £0.02 bronze maior, £0.05 prata menor/ £0.10 prata maior…..

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Obs: Com certeza observarei mais diferenças no dia-a-dia, portanto atualizarei esse post de tempos em tempos.

1 Ano em Londres

Já faz um ano que estamos morando em Londres. Às vezes parece que faz um tempão que estamos aqui, mas por outro lado em alguns momentos me sinto um peixe fora d’água. Não me arrependo de ter vindo para cá passar um tempo, mas tudo isso foi consequência de meses de planejamento e sacrifícios para conseguirmos viver essa experiência.

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Está sendo muito bom e rico, amadurecemos e ainda estamos amadurecendo bastante a cada dia. Porém, como em qualquer experiência nem tudo são flores. As dificuldades são diversas e coisas que nunca nem imaginei. Dificuldade com a língua, em lidar com diferentes culturas, em conseguir um emprego num escritório, em tremer e suar a cada dia que tem que ir trabalhar, em não saber como falar, escrever ou lidar com as pessoas, conviver com mil e um costumes e comidas diferentes, não ter muito sol e calor, ter muita chuva e vento, não ter arroz e feijão todo dia, não sair para almoçar com sua equipe toda de trabalho num restaurante, etc. Às vezes estou no metrô e escuto sete línguas diferentes e não escuto inglês entre elas.

No começo sentia muita falta da comida brasileira (que AMO muito, principalmente a nordestina), mas hoje em dia está pesando muito mais a falta de convivência com meus amigos, familiares e colegas de trabalho (além do carnaval, claro!). Você passa muito tempo da sua vida no trabalho e aqui a relação com as pessoas é completamente diferente de tudo o que já vivi. Não digo que é bom ou ruim, mas é diferente e para mim isso foi e ainda é um grande choque cultural, pois saí totalmente da minha zona de conforto. Trabalho com pessoas de diferentes partes do mundo, cada um tem seu jeito que é bem diferente do brasileiro e ainda numa área que não é a minha. Larguei meu último trabalho que amava, meus chefes e equipe que adorava demais, e além disso, sei que será difícil voltar a trabalhar aqui em Londres com o que fazia antes.

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Eu não gostava muito de São Paulo por alguns motivos e hoje, mais madura e com a mente aberta, vejo que ela tem problema como outras cidades grandes (às vezes um pouquinho mais admito…), mas consigo enxergar muita coisa boa nela que não via antes. É uma cidade com pessoas maravilhosas, cidade que não dorme, que não pára, pessoas que só pensam em trabalho (e dinheiro), mas é uma cidade cheia de vida, com restaurantes/bares bons que ficam abertos até tarde e que possui moradia cara, mas não tão cara como Londres. Aqui o custo de vida é altíssimo e apesar de termos bastante dias de férias (20 e tantos dias úteis, que podem ser tirados picados e logo após seus meses de experiência – não é necessário esperar um ano), não sobra muito dinheiro para viajar no final do mês.

Além disso, percebi que não conheço nada da minha cidade. Londres é cheia de eventos, museus, parques, etc. Mas São Paulo também tem muita atração cultural que nunca dei valor. Sei que aqui tem coisas melhores como o transporte público e o sistema de saúde, por exemplo. Mas nem tudo são flores. O transporte tem lá seus defeitos sim (nada é perfeito, aqui tem greve, linhas param para manutenção, etc), mas é muito bom, porém temos que pagar um valor MUITO alto para usá-lo. E já o sistema de saúde é bom se comparado ao SUS com certeza! Mas para quem estava acostumado a ter convênio no Brasil, realmente não é a mesma coisa. Lá costumava ir ao médico e hospital para qualquer coisa e fazer exames periódicos para saber se estava tudo bem, mas aqui, mesmo que se tenha convênio particular você precisa passar pelo sistema de saúde público e o atendimento não é o que estamos acostumados, é BEM diferente. Costumava fazer um check-up a cada ano para saber se estava tudo bem e passava de 30 a 40 minutos conversando com meu médico. Fui a minha primeira consulta aqui que durou menos de 10 minutos e a médica disse que eu não tinha que fazer nenhum exame, pois eu estava bem e parecia saudável. Quando perguntei então quando teria que retornar para uma consulta, a resposta foi que eu não precisava voltar, só se estivesse doente. Ou seja, não ocupe o tempo do médico “em vão”.

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Enfim… o que quero dizer é… na minha opinião valeu e ainda está valendo a pena essa experiência. Mas acredito muito que isso está totalmente relacionado a alguns fatores: extremo planejamento inicial e sacrifícios, decisões muito racionais, sorte (sim, infelizmente é questão de sorte também para conseguir um emprego bacana, achar uma casa legal, etc) e principalmente ter um dos meus melhores amigos morando na cidade, me ajudando em tudo e me fazendo sentir que tenho uma família aqui.

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Não é porque moro em Londres que minha vida é perfeita e sem dificuldades, porque não é. Muita gente pensa que morar em Londres é o céu e viver no Brasil é o inferno e não é bem assim. Minha vida era muito boa em São Paulo e não podia reclamar de nada. Aqui  minha vida também é boa, mas já chorei e me desesperei por conta das experiências e situações mais diferentes que já vivi, por causa de dinheiro, por saudade dos meus amigos e da minha família, por repensar as minhas decisões quando minha família estava toda reunida no Ano Novo e só eu não estava lá, por preconceito e rejeições, etc. É tudo uma balança. Agora acho que esses sacrifícios valem, mas daqui há um tempo não sei. Conheço brasileiro que não aguenta mais aqui e quer voltar pro Brasil, como também conheço quem não queira mais voltar. Depende muito da pessoa e da vida que ela leva (e como ela leva a vida), seja na Inglaterra ou no Brasil.

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Sei que é difícil, mas tentem ver as coisas boas da sua cidade, pois com certeza ela tem várias qualidades que passam despercebidas no nosso dia-a-dia.

 

Visto de Residência – UK Residence Card

Comentei nesse outro post que me mudei para Londres com um visto de 06 meses de acompanhante de cidadão da União Europeia. Assim que meu marido conseguiu um emprego já apliquei para o outro visto de acompanhante (após mais ou menos 3 meses aqui), que também me dava todos os direitos como os de cidadão europeu.

Novamente liguei para Karina da Oi Londres e ela que me auxiliou e preparou todo o processo, mesmo a distância. Trocamos emails, fizemos reuniões por skype e mandei toda documentação para o Home Office: novamente as fotos do meu relacionamento com meu marido, certidão de casamento (original e tradução juramentada), extratos bancários (dos bancos da Inglaterra e do Brasil), contrato de trabalho do meu marido, holerite, formulários preenchidos e assinados pela empresa dele e por nós, fotos nossas tamanho passaporte, passaportes, contrato de locação do imóvel aqui, etc. Além disso, é necessário enviar os dados do cartão para pagar uma taxa de £55.00/aplicação. Valor cobrado na minha aplicação em Nov/2013.

Obs: Você pode fazer o processo todo sozinho, porém eu solicitei ajuda, pois sempre surge dúvida na hora do preenchimento dos formulários, envio de documentos, etc.

Mandei por correio (confesso que estava com receio, pois mandei todos os meus documentos originais num envelope) e em aproximadamente uma semana recebi uma carta confirmando o recebimento do processo e já foi debitado o valor do meu cartão. Caso desse algum problema aqui em Londres e alguém solicitasse meu documento, eu poderia apresentar essa carta do Home Office que havia recebido.

Como você ficará sem os documentos, se programe para assim que chegar na Inglaterra já agilizar algumas coisas importantes como: abertura de conta de banco, cadastro no seu GP (vá ao NHS do seu bairro para se cadastrar), solicitação do Insurance Number para poder trabalhar e se planejar para não realizar nenhuma viagem nesse período, pois eles têm até seis meses para devolver seu processo. Você pode solicitar seu documento de volta em caso de viagem, mas precisa fazer com antecedência e isso pára todo seu processo, podendo gerar confusão e atrasos. Por isso, melhor mesmo é ficar um tempinho sem sair do país.

Sobre arranjar emprego, já vi muitas informações dizendo que é possível arranjar emprego com essa carta do Home Office, porém na realidade (e o que ocorreu comigo) foi que dependendo da empresa eles ficam receosos de realizar a contratação. Não é porque você enviou o processo que é garantido que conseguirá o visto e por esse motivo algumas empresas podem ficar com medo. Se eles te contratarem e depois seu visto for negado, isso será um problemão para eles. Porém, como disse, depende da empresa, pois existem casos e casos, empresas e empresas. Por isso, continue procurando emprego, já que todo o processo de contratação não é feito do dia para noite na maioria dos casos.

Envie os documentos por correio em carta registrada e guarde a sete chaves o recibo, pois nele consta o número de referência que pode te ajudar a localizar seu processo no Home Office. Eles são um pouco confusos, até se confundiram no meu processo e devolveram meus documentos, mas ficaram com os do meu marido. Ligaram para ele pedindo desculpas e solicitando que reenviássemos meus documentos, pois eles dariam sequência ao processo (quem pegou meu processo para avaliar, achou que eu estava aplicando para cidadã britânica e simplesmente devolveu tudo, porém quando perceberam o erro, eles já haviam colocado meus documentos no correio, então ligaram para solicitar tudo de volta. Não havia NADA de errado no processo, foi erro deles mesmo).

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Enfim… mesmo com a confusão por parte deles, recebi meus documentos de volta após 02 meses. Não sei se esse é o tempo médio que leva ou se agilizaram por conta do erro deles, pois ficamos ligando e mandando emails para acompanharmos tudo e solicitamos agilidade por causa desse equívoco do Home Office. Todos os documentos retornaram e meu passaporte veio com um visto de 05 anos.

Obs: Hoje em dia o visto não é mais colado na folhinha do passaporte como mostrei o meu acima. O Home Office devolve toda sua documentação em um envelope e depois envia (num envelope separado) uma carteirinha que é o Residence Card. Algumas pessoas que conheço aplicaram no final de 2015 e todo o processo levou de 5 a 6 meses. Portanto, é aconselhável não marcar nenhuma viagem em 6 meses da data da aplicação, ou até um pouco mais que isso, pois nunca se sabe se o Home Office atrasará no processo.

Sei como é difícil essa mudança e a nossa cabeça fica cheia de dúvidas. Por isso, caso esteja passando por isso e queira uma ajuda, podem me escrever que tentarei ajudar ao máximo com informações ou indicações. Meu email é carol.afk@gmail.com

 

Mobiliando a Casa

Após muitas visitas para achar um apartamento para alugar em Londres, percebi que a maioria tem poucos armários. No apartamento que aluguei por exemplo, tem apenas um armário e um gaveteiro pequeno no quarto para duas pessoas e não há armário no banheiro, ou seja, não tem lugar para guardar as coisas. Então fui à procura de lojas para comprar poucos móveis, eletrônicos e eletrodomésticos e aqui estão algumas delas.

B&Q: Loja parecida com o C&C em São Paulo. Uma loja mais focada em construção (vende ferramentas, lâmpadas, alguns móveis, eletrodomésticos, etc).

Ikea: Loja grande de móveis e utensílios domésticos que tem preço baixo. A loja tem um percurso que faz você passar por todos os departamentos, você vai marcando as referências dos móveis que deseja, depois busca no galpão e coloca em seu carrinho para ir até o caixa. Fica um pouco afastado do centro de Londres, mas fui a Tottenham e foi super fácil (peguei a Victoria Line até a estação Tottenham Hale e depois peguei o ônibus 192 que pára na porta do Ikea). Eles possuem um serviço de entrega a domicílio e o custo varia de acordo com sua compra total, mas começa em 15 libras e a entrega é feita no dia seguinte.

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Currys: Loja de eletrônicos e eletrodomésticos. Também é possível comprar pela internet com frete grátis.

Argos: Loja de catálogo que vende eletro eletrônicos, móveis, utensílios para casa.

Next Home: Loja de utensílios para casa, cama, mesa e banho. Possui vários itens muito fofos e de bom gosto. Além disso, a Next também é loja de roupa.

John Lewis: Loja de utensílios para casa, cama, mesa e banho, eletro eletrônicos, além de roupas.

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Waitrose: Supermercado que vende muitos itens para casa.

Lakeland: Loja de utensílios de cozinha.

Zara Home: Cama, mesa e banho e alguns itens de decoração para casa.

Marks & Spencer: Supermercado que vende também roupas e itens para casa.

EEA Family Permits

Depois de muitas consultas e pesquisas decidi aplicar para o EEA Family Permits, uma permissão de acompanhante de cidadão da União Europeia válido por 6 meses e que dá os mesmos direitos que o europeu, ou seja, é possível trabalhar. Possui aplicação gratuita, porém decidi contratar uma agência para ajudar com todo o processo e posso dizer que foi a melhor coisa que fiz.

Mas por que eu escolhi o EEA Family Permits sendo que no outro post eu citei mais algumas opções viáveis e dentro da lei? Realmente todas aquelas opções são legais, porém eu optei por esse visto por alguns motivos: 1) mudar de país já é uma decisão difícil e o que menos queria nessa época era insegurança na hora de passar pela imigração. Era meu direito como esposa de cidadão da União Europeia entrar no país, mas eles fariam diversas perguntas, etc… e não queria o stress; 2) não queria entrar como estudante, pois se podia ter os direitos de uma cidadã europeia, por que não teria? Nunca sabemos o dia de amanhã e as oportunidades. E se eu arranjasse um emprego? E se precisasse me consultar ou fazer tratamento no hospital? E mais mil e uma questões que não queria lidar com a “sorte”; 3) queria viajar no mesmo dia que meu marido, então não queria que ele viesse “na frente” para conseguir um emprego antes e só depois aplicar o visto pra mim; 4) aqui é muito barato viajar, então e se rolasse alguma viagem para outro país (como realmente aconteceu) e eu não tivesse esse visto? Poderia sim viajar dentro dos 6 meses como estudante ou turista, porém conheço gente que teve problemas na imigração na volta para Londres. Por que? Porque o oficial implicou e achou que a pessoa só viajou para conseguir um carimbo e um visto por mais 6 meses e isso deu a maior dor de cabeça para a pessoa (perdeu o trem, ficou horas sentada se explicando, etc).

Por isso, meu pensamento foi… se eu posso não ter nenhuma dor de cabeça e me sentir segura quanto ao processo, por que eu vou querer fazer diferente? Mas essa foi a minha opção, pois não gosto de lidar com a “sorte” e sim fazer as coisas de maneira mais racional e certeira possível. Mas afirmo novamente que todas as opções do outro post são legais.

Essa aplicação pode ser realizada apenas 3 meses antes da viagem. É necessário juntar diversos documentos para levar em um dia agendado no consulado britânico, como certidão de casamento, fotos do casal (desde o início do namoro, com amigos, familiares, etc), declaração de terceiros sobre a união do casal (algumas pessoas fazem uma declaraçao e assinam afirmando que o casal não está junto por interesse…), extratos bancários, comprovantes de bens, comprovantes de graduação, comprovante de acomodação no Reino Unido, passaporte, entre outros. Alguns documentos necessitam do original + tradução juramentada.

A agência contratada foi quem organizou todos os documentos, preencheu o formulário e agendou uma data para entrega da documentação. Foi perfeito! Cheguei ao consulado (em SP, perto da Paulista) no horário marcado com todos os documentos separados, tiraram fotos e coletaram as digitais, efetuei o pagamento e deixei os documentos e passaporte. Todo processo não levou mais de 20 minutos desde minha chegada ao prédio. Depois de 3 semanas recebi em minha residência o passaporte com a permissão + meus documentos originais.

Obs: Eles podem querer ficar com cópias de documentos, por isso é importante levar os originais + cópias de TUDO. É possível tirar cópia no consulado também, porém é mais caro e você demorará mais tempo. Leve tudo organizado, separado em clips, etc… eles não gostam quando as pessoas levam documentos bagunçados, pois eles têm que checar tudo e fazer vários procedimentos. Uma pessoa estava bem enrolada quando fui e gerou uma discussão no consulado, pois o processo estava uma bagunça.

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Como a validade é de 6 meses, dentro desse prazo (e já na terra da rainha) é necessário aplicar para outro visto em Londres que comentarei em breve em outro post, justificando que o europeu possui um emprego OU que ele estuda no país e é auto-suficiente, ou seja, que consegue pagar todas as despesas dele e da acompanhante durante o período de estudo.

Utilizei os sites www.visainfoservices.com e www.ukba.homeoffice.gov.uk para obter mais informações do processo.

No meu caso, quando cheguei na imigração foram direto no meu visto, pediram minhas digitais e nos liberaram. Rápido e fácil. Durou menos de 30 minutos o percurso desde o avião até o táxi que nos aguardava.

Obs: A agência que contratei foi a Oi Londres e quem me atendeu foi a Karina. Gostei também pela facilidade de atendimento aos sábados e conversas pelo Skype =)

Apenas complementando algumas informações que me perguntaram:

– Quando você aplica para esse visto é necessário que diga a data exata do seu vôo. Só a partir dessa data indicada por você que os 06 meses passam a contar.

– Fui com a passagem de volta também (já que meu visto era válido por 6 meses apenas). Não me pediram na imigração, mas levei e chegando em Londres cancelei a passagem. Se fizer o mesmo, consulte os termos de cancelamento da passagem. Meu marido foi apenas com a de ida.

– Ficamos 02 semanas na casa de um amigo até conseguirmos alugar um apartamento. Nesse caso, levei um carta escrita pelo meu amigo, citando que ficaríamos hospedados lá.

– Não tínhamos vínculos com a Inglaterra. Viemos para uma experiência internacional sem emprego, sem moradia, sem estudos (tirando o meu de inglês), porém não é fácil como vejo muita gente falando na internet (bom… pelo menos para mim não foi e não está sendo). Fizemos um planejamento de mais de um ano para termos certeza que teríamos condições de nos manter, para saber e estudar como era a vida em Londres, para planejarmos planos A B C D….Z para que tudo desse certo e fosse de feito de maneira consciente e dentro da lei.

– Depois disso você ainda tem que lidar (até um ano fora do país) com declaração de residente fora do país, etc… mas aí é um outro assunto mais complicado que falo em outro post.

Obs: As regras para aplicação de visto mudam constantemente. Portanto, aconselho que confirmem as informações junto ao consulado britânico antes de viajarem.
Meu visto foi solicitado no início de 2013.

Informações sobre Visto

Logo que comecei a pensar em passar um tempo em Londres me veio a seguinte questão: mas e o visto? Para turistas e estudantes que forem ao Reino Unido por até 06 meses não é necessário visto antecipado, pois ele é concedido na imigração. Porém, para aqueles que passarão um tempo maior na terra da rainha é necessário solicitar o visto antes da viagem.

No meu caso, meu marido tem dupla cidadania, sendo uma delas de um país da União Europeia. Procurei e perguntei a diversas pessoas, porém não encontrei ninguém com o caso igual ao meu. Estava preocupada porque iríamos mudar de país sem o curso dele fechado (o resultado do curso só sairia quando já tivéssemos mudado) e sem emprego.

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Procurei algumas agências de intercâmbio e pasmem, em algumas delas eu sabia mais do processo que o próprio “especialista”. Fiz uma visita a uma agência que me explicou sobre o EEA Family Permits, uma permissão de acompanhante de cidadão da União Europeia com validade de 6 meses. Após esse período eu teria que aplicar para novo visto já em Londres.

Como queria outras opiniões, fui atrás de informações oficiais e liguei no consulado. Me indicaram o site www.visainfoservices.com e liguei para entender melhor o processo. Por uma conversa (pode ser feita em português) de aproximadamente 10 minutos paguei quase R$ 180,00, mas consegui esclarecer alguns pontos. Perguntas também podem ser enviadas gratuitamente através do site (no meu caso que tinha muita dúvida, achei melhor ligar para não ficar confuso).

Obs: Descobri que eles não estão mais trabalhando com imigração para o Reino Unido.

As informações bateram com as fornecidas pela primeira agência, porém ainda queria outras comparações. Visitando e conversando com outros especialistas entendi que tinha algumas opções: 1) entrar sem nenhum visto, já que é meu direito entrar no país e acompanhar meu marido e aplicar um visto apenas em Londres; 2) entrar como estudante, já que eu estava matriculada num curso de inglês; 3) realizar a mudança do meu marido antes para que ele arranjasse um emprego e só depois eu desse entrada num visto; 4) entrar com essa permissão.

Apenas uma observação, algumas agências cobram pela conversa inicial. Funciona como uma consulta e às vezes esse valor pode ser abatido do preço final do processo caso você feche com eles, ou em outros casos é um valor a parte.

O resultado disso falarei no próximo post.

Aluguel de Apartamento

Escutei diversas vezes dos meus amigos e conhecidos “deixa para procurar apartamento quando chegar lá” e achei muito estranho, afinal como procurar um apartamento “na hora”?

Pois é, realmente fiquei impressionada com a rapidez que esse mercado gira aqui em Londres. Então em primeiro lugar veja quais são os bairros que te interessa (localização, proximidade com o metrô ou trem, mercado próximo etc). Depois acho muito importante visitar os bairros para escolher aquele que mais gosta e que cabe no seu bolso – os aluguéis são cobrados por semana geralmente. Tem bairro que um amigo aconselha, mas você não se identifica, por exemplo.

Como já sabíamos a região aproximada que gostaríamos de morar por causa de nossa vida aqui, fomos visitar apenas apartamentos naqueles bairros e na localização que queríamos perto de metrô (Santo Google Maps!). Tem que se levar em consideração também que existem vários tipos de transporte, como ônibus, metrô (são diversas linhas), DLR, overground, trem. Alguns passam com menos frequência que outros, então é bom pesquisar antes se realmente é aquele transporte que você deseja perto de casa.

Aqui em Londres funciona assim, quanto mais próximo do centro o número da zona é menor. Ou seja, zona 1 é central, zona 2 um pouquinho mais afastada e assim por diante. Além disso, as regiões tem seu postcode com letras e números. As letras significam as regiões aqui, por exemplo, SE significa South East.

Mapa Zonas Londres

Procurei apartamento para alugar em alguns sites como: GumtreeRightmovePrimelocationNewplaceChestertonhumbertsFoxtonsVanet, Liferesidential, entre outros. Entrei muitas vezes no Gumtree, peguei os apartamentos que tinha gostado e entrei no site das corretoras para procurar mais. Selecione os apartamentos que têm interesse, ligue, mande email, sinal de fumaça. Lembre-se que os apartamentos em Londres são pequenos e podem ser studio (sem divisórias, como um loft), 1 quarto, 2 ou mais quartos. A maioria que você ligar vai falar que aquele apartamento lindo que você tanto queria não está mais disponível, mas que tem um outro na mesma região. Os apartamentos alugados não têm seus anúncios retirados para que você ligue mesmo. Sendo assim, caso tenha interesse em algum que eles tenham disponível agende uma visita. Importante, não efetue nenhum pagamento para visitar os imóveis!

Como já comentei que é um mercado dinâmico, marcamos as visitas sexta, sábado e segunda e visitamos mais de 13 imóveis com pessoas diferentes. Alguns visitamos com corretores e outros com os próprios donos dos imóveis (landlord). Fiquei inconformada com a arquitetura e aproveitamento ruim dos imóveis daqui. Muito corredor, pouca cozinha. Às vezes pilar e porta no meio da sala. Decoração antiga e carpete no banheiro. E os apartamentos daqui não têm lavanderia! Podem ser alugados com ou sem mobiliários também. Enfim, bom analisar todos os detalhes.

Já na segunda tivemos que fazer uma oferta do apartamento que gostamos para não corrermos o risco de ficarmos sem. Entenderam meu stress? Não dá nem tempo de pensar direito.

Fizemos uma oferta e o dono já tinha recebido outra oferta. Negociamos e fizemos uma proposta mais atrativa e conseguimos fechar o contrato através de uma corretora. O único porém é que todo processo seguinte não é tão rápido quanto o inicial, demorando uma semana e meia para mudarmos. Obs: Se fecharem direto com o landlord é BEM mais fácil e bem menos burocrático.

Funciona assim… algumas corretoras solicitam um depósito para reservar o imóvel e que depois se torna um seguro (2 semanas no meu caso). Além disso, pedem mais semanas para serem acrescidas no seguro (mais 4 semanas no meu caso) que fica num órgão do governo e é devolvido para você no final do contrato – no caso de alugar direto com o landlord geralmente tem 1 mês de depósito para esse seguro também. Caso o imóvel tenha sofrido algum dano, o dono do imóvel pode querer descontar desse seguro. Fora isso ainda tem o fee da agência acrescido de imposto (VAT) quando fechado com a corretora.

Em casos como o meu que ainda não se tem trabalho e por isso não há nada a analisar, é necessário que se apresente um fiador que ganhe um valor x que eles calculam com base no custo do seu aluguel ou realizar pagamento adiantado. O condomínio é de responsabilidade do dono do imóvel. Portanto você tem que considerar pagar: council tax (taxa por região), taxa da TV caso tenha, contas do apartamento (luz, água, gás).

No contrato, preste atenção na cláusula de quebra de contrato. Geralmente em contratos de 12 meses, a partir do 6º mês é possível avisar com antecedência que quer sair do imóvel sem multa.

Depois do contrato assinado é necessário fazer um check de todas as considerações do apartamento para que não te cobrem indevidamente depois. Exemplo, se tiver uma porta quebrada tem que deixar anotado nesse documento para que não achem que você que quebrou. Portanto, teste todos os equipamentos e verifique tudo.

Após toda a burocracia é só se mudar! Dois meses antes do término de seu contrato entrarão em contato com você para saber se você renovará ou se sairá do imóvel. E aí começa tudo de novo…

Primeiras Impressões

Trabalhávamos em São Paulo e adorávamos nossos empregos, porém a vontade de passarmos por uma experiência internacional estava cada vez mais aflorada. O tempo vai passando e deixamos de fazer várias coisas que gostaríamos. Então pensamos, agora é a hora. Não temos filhos, não temos dívidas, juntamos dinheiro para nos manter um tempo, nos planejamos… então, melhor nos arrependermos do que fizemos do que deixamos de fazer.

Assim organizamos tudo e chegamos em Londres com o clima típico da terra da rainha: cinza, garoando, friozinho e ventando, uns 12ºC em plena primavera. Como já conhecia a cidade, na realidade não foram bem as primeiras impressões, mas sim impressões diferentes das outras vezes de turista.

Big Ben

Nos hospedamos na casa do meu melhor amigo até encontrarmos um apartamento para alugar. E posso dizer, uma mão na roda termos uma pessoa quando se muda, principalmente de país. Clima, transporte, dinheiro, moradia, lei, costume… enfim, tudo diferente e eu metralhando ele de perguntas.

Londres é uma cidade fácil de se acostumar para uma típica paulista. Tem de tudo, para todos os gostos e bolsos. No centro é uma cidade cheia de gente, agito, diversas línguas são faladas, carros, transporte público, etc. Nos bairros nem tão afastados assim (divisa da zona 1 e 2, por exemplo), achei a cidade um pouco “fantasma” se comparada a um bairro residencial que estava acostumada em São Paulo. Tudo bem, nem se compara com a quantidade de população da minha cidade natal, mas estranhei bastante.

Aprendi em pouco tempo a dar valor ao sol e também já fiquei mal acostumada com o transporte público (me peguei reclamando que teria que aguardar 6 minutos um trem). Fiquei stressada (e muito!) com a velocidade do processo de aluguel de apartamento e também impressionada com a facilidade para um europeu (meu marido) em ter uma conta bancária.

A tranquilidade com que as pessoas usam celulares, Ipods, Ipads e afins nas ruas é algo que ainda fico receosa. E ainda não me acostumei de esbarrar em alguém e esse alguém me pedir desculpa (???). É difícil acostumar que as pessoas comem menos do que comia em SP (acostumada em comer prato de feijão, arroz e bife no almoço e no jantar).

Impressionada em ver muita movimentação às 17h (saída do trabalho) nas ruas e indignada por não ter área de serviço para passar ou lavar roupa. Feliz em ter tanta comida pronta e prática vendendo no mercados e curiosa com os caixas de supermercado sem atendentes.

Enfim, várias experiências e diferenças de uma cultura para outra. Vamos ver como serão as próximas impressões dessa cidade. =)