Visita gratuita ao Big Ben

No começo de julho participei de um tour que eu estava esperando há meses: Big Ben e Elizabeth Tower Tours. Isso mesmo! O tour é para subir no tão famoso relógio de Londres e ainda sem pagar nada!

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Open House 2014

Final de semana passado aconteceu o Open House, evento que ocorre durante apenas durante dois dias no ano onde vários prédios são abertos ao público. Ano passado fomos ao The Gherkin e ao City Hall.

Esse ano começamos pelo Lloyd’s. Como ele abria às 10h, chegamos na fila por volta das 9h15 para tentarmos entrar mais cedo e sobrar mais tempo para conhecermos outros lugares. Entramos por volta das 10h30 e ficamos aproximadamente 1h lá dentro. Assim que entramos, inspecionaram minha bolsa e tive que deixar meu guarda-chuva com eles e retirá-lo apenas no final.

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Transporte Público em Londres

Quem vem a primeira vez para Londres acha o transporte aqui meio confuso. E realmente é, mas tentarei explicar como funcionam as coisas por aqui.

Zonas:

Quanto mais próximo do centro, o número da zona é menor. Você pode notar no mapa que existem as separações de zonas (comeca com a zona 1 em branco, depois a zona 2 é meio cinza, depois a 3 é branca novamente etc…). Você pode comprar os passes de transporte público apenas para as zonas que você utilizará. Geralmente os turistas ficam apenas nas zonas 1 e 2, onde ficam concentradas as principais atrações.

Map

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Postcode:

Ao invés de passar o endereco para alguém, você passa o postcode que é composto de letras e números. Com o postcode você sabe exatamente onde é o local.

Precisa de ajuda? Baixe no seu celular o app Citymapper que te ajudará muito. Você coloca sua origem e o destino (que pode ser o postcode) e ele te mostra opções de como chegar lá (metrô, trem, ônibus, a pé, etc).

As letras do postcode significam a região. Exemplo: E = East, NW = North West.

Cada área é dividida em distritos e cada distrito possui um número que completa a letra (letras) iniciais. Exemplo: NW1.

Cada distrito é segmentado em setores que são representados por número(s) da segunda parte do postcode. Exemplo: NW1 3

A última parte do postcode significa a casa/rua do postcode. Sendo assim, você consegue saber exatamente a localização do local que está procurando. Exemplo: Loja Primark na Oxford Street W1D 1AU.

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Metrô:

As linhas de metrô têm nomes e cores. Sempre que você vai pegar o metrê você se depara com placas que indicam a direção que os trens vão. Exemplo: <- para West ou -> para East ou para Norte e Sul. Mas caso nao saiba qual a direção da estação que você quer parar, não se preocupe. Embaixo de cada sinalização tem as estações de metrô que o trem passará, então é só procurar onde está sua estação desejada.

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Outra coisa é… tome cuidado que em algumas plataformas passam trens que vão para lugares diferentes. Isso porque a linha se divide, então os trens acabam indo para destinos diferentes. Ou seja, você tem que conferir primeiro qual plataforma passa seu trem como expliquei acima, e depois olhar nos painéis eletrônicos qual o destino do trem para que você embarque no trem certo.

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Quando você vir no mapa bolinhas brancas, significam conexões. Ou seja, aquela estação determinada dá acesso a outras linhas ou às vezes a outra estação. Exemplo: Bank (no quadrante E3 no mapa) tem acesso as linhas central, northern, DLR e também tem conexão com a estação Monument que tem acesso as linhas District e Circle.

Bank

Quando há um quadrado em volta do nome da estação, significa que aquela estação pertence a duas zonas, já que ela está no meio de duas. Exemplo: North Acton (no quadrante B3 no mapa) pertence as zonas 2 e 3.

North Acton

Ainda existem os trens, DLR (trem de superfície que não tem maquinista e vai para Greenwich), Overground.

Ônibus:

Cada ponto de ônibus tem uma letra que é o “nome” do ponto para você localizar facilmente e embaixo da letra tem os ônibus que ali param.

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Não está com seu celular para consultar qual ônibus pegar? Vá até um ponto de ônibus e localize o local que você quer ir no mural informativo de lá.

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Ao localizar seu destino, você visualizará os ônibus que tem que pegar e os pontos (você verá as letras dos pontos).

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Terá um mapa com um zoom da área para você localizar onde fica o ponto certo.

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Alguns pontos de ônibus possuem um painel informando em quantos minutos o ônibus chegará.

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Você pode notar que existe um número para mandar o SMS (serviço pago) e você recebe de volta uma mensagem avisando quando seu ônibus chegará. Para quem tem internet e o app instalado, dá para visualizar isso no próprio aplicativo.

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Opções de bilhetes de transporte público:

Você tem a opção de comprar o Single ticket, Travelcard (ticket de papel) ou então adquirir o Oyster Card (como se fosse o bilhete único).

– Single ticket (ticket de papel)

Você adquire um ticket que pode ser apenas de ida (ou ida e volta) para um determinado lugar. Por isso você paga apenas por aquele trecho, sem poder parar em outras estações ou pegar vários tipos de transporte.

– Travelcard (ticket de papel)

Você paga um preço único e utiliza transporte (metrô, trem, DLR, overground) dentro das zonas que você pagar o bilhete. Os ônibus não têm divisão por zona, então pode pegar qualquer ônibus na cidade sem se preocupar.

– Oyster Card (cartão)

É um cartão como se fosse o Bilhete único. Você paga £5 por ele, mas esse valor é reembolsável quando você devolver o cartão em uma bilheteria antes de ir embora.

Com ele você pode abastecê-lo na opção pré-pago (top up pay as you go) ou travelcard. No pré-pago você pode abastacê-lo com quanto dinheiro quiser e ir utilizando nos transportes públicos. O valor a ser gasto durante um dia tem um teto (que é quase o valor do day travelcard), então você não sai “perdendo” caso utilize muito transporte naquele dia.

Já se for o travelcard, você pode comprar para um dia, que funciona como o day travelcard, ou se ficar mais de 3 dias e for utilizar bastante transporte, vale a pena pegar o travelcard semanal. Você paga um valor e utiliza transporte ilimitado por uma semana naquelas zonas que adquiriu. Lembrando que ônibus não tem divisão por zonas.

Caso tenha comprado o semanal para as zonas 1 e 2, mas queira ir para o aeroporto de Heathrow na zona 6, você também deverá carregar o cartão com dinheiro (Top up pay as you go). Nesse modo pré-pago você pagará apenas a diferença entre as zonas 2 e 6 que não incluem no seu pacote semanal.

Se for passar um tempo maior aqui, compensa colocar o mensal ou também tem o anual. Lembrando que para obter esses planos é necessário cadastrar seu Oyster nas bilheterias, pois caso perca o cartão, não perde todo o dinheiro que tinha carregado nele.

Para consultar as tarifas, veja no site do TFL.

Um detalhe importante: as linhas passam por manutenções geralmente aos finais de semana. Durante a semana também passam por alguns problemas de vez em quando. Por isso é importante se atentar se a linha que você pegará tem problema ou não naquele dia/momento ou se funcionará normalmente, assim você já estará preparado para utilizar o plano b. Essa consulta pode ser feita no site do TLF ou então no app Citymapper. Em algumas estações também existem painéis indicando o status das linhas e eles anunciam de tempos em tempos no alto falante.

Obs: Recentemente houve mudança nas regras e não é possível mais pagar sua passagem direto para o motorista de ônibus. É necessário adquirir ticket antecipado.

Como comprar os bilhetes nas máquinas do metrô:

– Travelcard (ticket de papel válido por 1 dia)

Selecione a opção “Day Travelcard”.

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Escolha a opção de ticket que quer comprar (nesse caso da imagem só tinha off peak, pois tirei a foto em um final de semana). Durante a semana aparecerá peak e off peak, e se você comprar a opção “peak” significa que é válido para horário de pico e por isso será um pouco mais caro.

Obs: Para saber os horários de pico e fora de pico das zonas que você passará, consulte no site do TFL. Mas geralmente os horários fora de pico são a partir das 09h30 durante a semana e também no período da tarde das 16h às 19h no caso do Oyster Card.

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Escolhi a opção fora do horário de pico válido por 1 dia inteiro entre as zonas 1 e 6.

 

20140719_133314Depois disso é só pagar com cartão ou dinheiro.

– Single ticket

Escolha a opção “Single & returns by destination”. Com essa opção você comprará um ticket válido apenas para ida ou então ida e volta de um lugar. Não será válido para ilimitados transportes como na opção acima. Exemplo: se você quer apenas ir para o aeroporto pegar seu vôo, não valerá a pena comprar um bilhete válido para um dia inteiro, então você compra apenas um single.

20140719_133251Escolha o tipo de ticket que você quer. Nesse caso só aparece off peak, pois tirei a foto em um final de semana, mas você escolhe se quer em horário de pico ou fora do horário de pico, e se quer bilhete só de ida ou ida e volta (return).

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Procure a estação que deseja ir.

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Eu digitei “Heatrow all terminals” por exemplo e já me mostrou o valor que tenho que pagar.

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– Oyster Card (cartão de plástico)

Após comprar o cartão numa bilheteria ou mesmo numa máquina pelo valor de £5 é hora de recarregá-lo.

Encoste seu cartão nesse círculo amarelo.

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Aparecerá as informações do seu cartão. Exemplo: meu cartão tem o travelcard mensal para zonas 1 e 2 que expira em Agosto. Além disso, ele está abastecido com um valor de £4.90 naquele modo pré-pago que comentei (Top up pay as you go).

Portanto, escolho o que desejo fazer. Clico em “Buy or renew season ticket” caso eu queira comprar ou renovar meu plano mensal ou semanal ou diário OU clico em “Top up pay as you go” para abastecê-lo no modo pré-pago com o valor que eu desejar.

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No exemplo abaixo, eu cliquei em “Top up pay as you go” que é o modo pré-pago. Escolho a quantia que quero carregar meu cartão e efetuo o pagamento.

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Já nesse outro exemplo, eu cliquei em “Buy or renew season ticket” para comprar ou renovar um novo plano que pode ser diário, semanal ou mensal.

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Escolhi comprar um novo plano, então nessa próxima tela tenho que decidir qual plano eu desejo: 7 dias ou um mês.

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Depois de escolhida a opção aparecerá a pergunta quando você quer que esse plano se inicie. Selecione a data de início e efetue o pagamento.

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Depois de efetuar o pagamento com cartão ou dinheiro, você terá que encostar novamente o Oyster card naquele círculo amarelo para que a máquina confirme o abastecimento do seu cartão.

 

 

 

Onde comer barato em Londres – Parte 2

Depois de falar de alguns lugares para se comer por menos de £5, agora indico alguns lugares que são um pouco mais carinhos, mas que acho bons custo x benefício – valores até £10. Claro que existem milhares pelo centro, mas essas são minhas indicações de lugares que acho a comida boa por um preço bacana.

  • Cafe East

Quer comer num lugar diferente, não turístico e por um preço bacana? Recomendo o Cafe East, restaurante vietnamita que fica próximo a estação de metrô/overground Canada Water. Os pratos principais variam entre £8.00 e £9.00 e a comida é muito boa. Por não ser central, não aconselho muito para turistas que têm pouco tempo na cidade. 100 Redriff Road Surrey Quays Leisure Park, SE16 7LHIMG_20140622_201207

  • Bone Daddies

Com vontade de comer um ramen, principalmente no frio? Há diversos bons restaurantes onde você consegue comer bem e por pouco. Como o Bone Daddies que possui ramens por volta de £10.00 e outros diversos restaurantes no soho. 31 Peter St, W1F 0ARUntitled

  • Honest Burger

O hamburguer é muito bom e vem com batata frita. O cardápio é pequeno, bem focado. Os preços variam de £8.00 a £11.00. Possui seis restaurantes pela cidade, mas sempre acabo indo no Soho mesmo. Ele sempre tem espera, pois o local é pequeno. Porém, você não precisa ficar na fila. Deixe seu nome e telefone e vá passear enquanto espera eles te mandarem uma mensagem de texto para avisar quando sua mesa está pronta. http://www.honestburgers.co.uk/locations/

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  • The Montagu Pyke

Rede de pub mais em conta. Esse pub especificamente fica bem no centro (soho) e possui um preço bom de comida e cerveja. Os lanches são servidos com batata frita e bebida (valor aproximado de £7). 105-107 Charing Cross Rd, London WC2H 0BP (mas também possui entrada pela rua de trás).

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  • Kyoto

Um dos melhores restaurantes japoneses com preço bacana de Londres na minha opinião. Na hora do almoço possui um bento box bem servido que começa por £8.50. Mas ainda tem outras várias coisas para comer por menos de £10, como donburi, por exemplo. 26 Romilly St, London W1D 5AL.

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Vai morar um tempo na cidade? Existem cartões como Tastecard e TimeOut que você paga um valor anual e consegue desconto em alguns restaurantes credenciados. Alguns restaurantes dão 50% na conta (parte da comida apenas) e outros dão pratos 241, ou seja, você pede dois pratos principais e paga apenas um (válido para entradas e sobremesas também). Além disso, eles dão descontos em cinemas, teatros, etc. Veja se vale a pena para você fazer o cartão. Só não se esqueça que eles renovam o cartão todo ano automaticamente. Então caso não queira renovar seu cartão, tem que ligar para cancelar.

Obs: Como disse, sempre que achar um lugar bacana e um bom custo x benefício, atualizo esse post.

Onde comer barato em Londres – Parte 1

Muitos turistas me perguntam quanto gastarão para comer em Londres. Minha resposta sempre é a mesma… depende do restaurante que você vai, é tudo muito relativo. É a mesma coisa se você for a São Paulo. Depende se você comer na praça de alimentação, um PF do centro e num restaurante 5 estrelas nos Jardins.

Mas como sei que Londres é uma cidade cara, aqui vão algumas dicas minhas para quem quer comer bem e economizar, gastando menos de £5.

  • Mc Donalds

Geralmente tem cupons de desconto nos jornais gratuitos que são entregues perto do metrô como o Metro. Porém, esses cupons saem apenas em alguns dias nos jornais, então vale ficar sempre ficar atento. Uma outra dica é pegar cupons promocionais que entregam na rua. Os lugares que sei que sempre entregam são: saída do metrô em Camden Town e London Bridge (saída que fica em direção a Hays Galleria). Eles têm propaganda de uma loja específica perto de onde são distribuídos, porém esses cupons são aceitos em qualquer loja. Apresentando o voucher você paga £1.99 por um lanche e uma batata média, assim só tem que pagar o refrigerante a parte caso queira. 20140706_192738

  • Meal Deal em Supermercados

Algumas redes de supermercados como o Tesco e Sainsbury’s (que você encontra facilmente no centro) possuem um “meal deal” no almoço onde você paga £3.00 por um lanche natural + pacote pequeno de salgadinho (tipo batata, Doritos, etc) ou um doce (como um chocolate) + uma bebida (suco, refrigerante, etc). A Boots (farmácia) também possui esse meal deal, porém custa £3.49.

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  • Misato

Restaurante localizado perto de Piccadilly Circus e Leicester Square que possui um bom custo x benefício. Comida boa, prato farto, preço camarada, num lugar simples. Os pratos começam em £4.50 e para dar uma economizada é só pedir tap water 🙂 O único porém é que só aceitam dinheiro. 11 Whitcomb Street, W1D 6PG dscn0842

  • ICCO

Pizzaria na região central de Londres. Os preços variam de £4.00 a £6.70 e a pizza é bem grande para uma pessoa. 46 Goodge Street, W1T 4LU Untitled

  • Markets

Comer em mercados é sempre uma boa pedida. Os valores são variados, pois depende do que você come, claro! Mas caso vá em Camden Market, há diversas barraquinhas chinesas que vale uma pechincha depois da hora de pico. Uma vez fui com quatro amigos lá, barganhamos (pois seriam quatro pessoas comendo lá) e pagamos £3.00 no prato de comida chinesa com refrigerante incluso. Claro que era depois da hora do almoço (lá pelas 14h) e durante a semana. Minha dica é ir nas barraquinhas mais escondidas lá do fundo, depois do Cyberdog.

  • Seoul Bakery

O lugar é bem simples e pequeno, mas vive cheio. A comida é boa e barata, mas como um bom restaurante coreano, a maior parte das comidas é apimentada. Os preços variam entre £4.00 e £6.00. 55 St Giles High St, WC2H 8LH

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  • Brick Lane Beigel Bake

Brick Lane é famosa também pelas lojas de Beigel. Para quem gosta é um prato cheio, pois são bons e baratos (em torno de £4.00). Fica uma loja próxima da outra, mas uma das mais famosas é essa aqui. Ainda por cima fica aberta 24h! 159 Brick Lane, E1 6SB SONY DSC

  • Restaurantes de rede

Londres possui diversas redes que possuem bons custo x benefício, mas é necessário ficar atento aos preços e não se empolgar muito na hora de comprar.

– Pret a Manger: lanches naturais, saladas, cafés, croissants, sucos. As comidas frias possuem preço diferenciado caso você coma no estabelecimento ou leve para comer em outro lugar. Caso prefira sentar em uma das mesas deles, você pagará um preço maior por isso. Portanto, caso esteja sol, pegue o lanche para viagem e vá comer num parque ou praça para curtir o dia.

– Eat: rede similar ao Pret.

– Itsu: rede “irmã” do Pret, mas vende comida oriental como sushi e algumas outras comidas saudáveis. Confesso que não sou muito fã dessa rede, mas ela é popular e tem em vários lugares no centro. Uma dica é se atentar o horário de fechamento da loja e passar lá meia hora antes para levar as comidas 50% mais baratas nesse horário.

– Wasabi: também vendem comida oriental e acho a qualidade super boa. Há bandejas de sushi ou então você pode comprar individual. Minha dica para quem está com fome é pegar os pratos quentes. É só escolher seu tipo de comida (curry, frango teriyaki, yakisoba, etc) que vem num pote bem grande por um preço camarada (preços entre £4.95 e £5.95).

Essas são só algumas sugestões de lugares que gosto de ir por serem bons e baratos. Com o tempo atualizarei esse post quando achar mais algum lugar que ache um bom custo x benefício.

Diferenças em Londres

Logo que cheguei comecei a listar algumas diferenças que me chamaram a atenção aqui em Londres. Achei que fosse legal compartilhar com todo mundo, pois pode ser interessante para quem ainda conhece aqui.

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– Muitas vezes estou no metrô e escuto umas sete línguas diferentes, mas ninguém falando inglês.

– As pessoas pedem desculpa para tudo, mesmo quando a culpa foi sua e você que esbarrou nela.

– As pessoas falam obrigado e por favor para tudo.

– Como diz a mãe do meu amigo, aqui a chuva é na horizontal… chove e venta. Não adianta abrir o guarda chuva que ele vai quebrar.

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– No metrô todo mundo espera as pessoas saírem do vagão primeiro, para só depois elas entrarem, mas em compensação não são todos que levantam para um idoso sentar (mas temos que avaliar que aqui também tem muita gente do mundo todo).

– As grávidas usam um bottom escrito “baby on board”, assim fica claro que a pessoa está grávida e você pode ceder seu assento sem qualquer dúvida ou receio de alguma mulher não tão em forma se sentir ofendida.

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– Na maioria dos pubs o garçom não vem à sua mesa. Você vai até o balcão, faz o pedido, paga, pega sua bebida e senta na sua mesa (se tiver uma). Pode até deixar o cartão lá no caixa também, ir pedindo e só colocar sua senha no final. Não espere que o garçom traga seu chopp mesmo sem você pedir.

– Aqui a cerveja não tem colarinho nem é muito gelada.

– As pessoas não andam no metrô, elas correm praticamente. Aqui você sempre tem que ficar do lado direito, já que do lado esquerdo passam as pessoas que estão com mais pressa. Porém, elas andam BEM depressa. Portanto, mesmo que você esteja andando, mas em passos normais, fique na direita que com certeza muita gente te ultrapassará.

– Jornais são distribuídos quase todos os dias e horas. Tem jornais durante a semana na parte da manhã e na parte da tarde. Todo mundo pega e lê no metrô. É fácil observar uma pessoa dando uma esticada para ler a matéria no jornal do passageiro ao lado. E também é normal as pessoas deixarem o jornal no vagão/assento e o próximo coloca de lado ou aproveita para dar uma lidinha.

– Isso de deixar o jornal também pode ser preguiça de jogar fora, afinal não é muito comum encontrar lixeiras no metrô. Quando você encontra, pode observar que os sacos são transparentes para se ver o que tem dentro do lixo (por causa de atentado, bombas, etc).

– Aqui não é normal sair com sua equipe toda para almoçar no por quilo. As pessoas geralmente comem sozinhas ou em suas mesas de trabalho. É muito comum você ver gente comendo sozinha em qualquer gramado, banco ou praça quando está sol.

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– Como as pessoas comem muito em suas mesas de trabalho, é comum você escutar da pessoa no caixa onde se compra a comida se você vai levar ou comer no estabelecimento. Isso porque há diferença de preço geralmente em comidas frias para se comer dentro da loja (é mais caro) ou para levar.

– Ser vegan, intolerante a lactose ou não poder comer glúten não é um problema tão grande, já que MUITOS restaurantes e cafés têm pratos especiais para pessoas com restrições. Também se pode encontrar facilmente produtos em supermercados como leite (e não é de soja!) ou queijo sem lactose, portanto, vida normal.

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– Aqui se come muita comida apimentada e comida asiática (chinesa, japonesa, vietnamita, coreana, tailandesa, etc).

– O Natal é comemorado com almoço no dia 25 (e não com ceia no dia 24) e esse é o único dia do ano que não funciona nenhum transporte público!

– O presente de amigo secreto na empresa geralmente não é para ser sério como um perfume, camisa ou livro. Geralmente o pessoal dá um presente engraçadinho ou envolvendo alguma brincadeira, mas que tem a ver com a pessoa sorteada (não é um amigo da onça que pega pesado… é algo mais light).

– Não importa o presente ou a data especial, você sempre tem que dar com um cartão.

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– É comum também as pessoas darem presentes para pessoas que estão mudando de empresa. Tem até seção de cartões específicos para isso.

– No Natal é comum ter vários mercados de natal espalhados pela cidade.

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– Dia 26 de dezembro é feriado e tem muita promoção nas lojas (boxing day).

– Aliás, tem pouco feriado por aqui (são 08 por ano, contando Natal e Ano Novo), mas todos eles caem segundas ou sextas (ou seja, sem ponte de feriado). Caso o feriado caia no final de semana, ele é postergado para segunda.

– Você vê muito turista indo com mala de viagem fazer compras nas lojas. Eles compram bastante coisas e colocam tudo na mala… bem mais prático para carregar o dia todo.

– Aqui é muito comum sair para ir ao pub depois do trabalho (e não comer nada, só beber mesmo… e beber muito!).

 

– De vez em quando você pode avistar na rua uma “bicicleta” um pouco diferente. Algumas pessoas alugam, saem pedalando pela cidade e bebendo cerveja ao mesmo tempo.

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– Também é comum ficar de pé do lado de fora do pub (se não for inverno), mesmo se você não está fumando.

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– Aqui cigarro é muito caro, então as pessoas compram o tabaco e o papel e fazem seus próprios cigarros, pois é bem mais barato.

– É muito comum todo mundo correr para pegar o metrô e quase ser esmagado pela porta, mesmo sabendo que tem um outro trem chegando daqui 2 minutos.

– É normal ver alguém carregando a mala nas escadas no metrô e ninguém ajudar.

– Normal no metrô é a pessoa levantar para sair na sua estação apenas quando o metrô de fato pára na plataforma.

– Nem todos os restaurantes incluem o serviço na conta, portanto você tem que prestar atenção. Alguns incluem, mas em outros você dá a gorjeta a parte. Ou então têm outros que quando você passa o cartão de crédito, a maquininha te pergunta se você quer dar e quanto quer dar de gorjeta (cuidado para não colocar a senha e dar uma gorjeta bem gorda, principalmente se sua senha começar com 9).

– Todos os restaurantes têm água torneiral de graça. Aliás é normal tomar água da torneira aqui. Mas quem não gosta tanto, tem umas garrafinhas ou jarra com filtro.

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– Também é normal ver muita “marca branca” no copo ou na pia que é o famoso “limescale” (minerais da água).

– Toda casa tem kettle, que é uma chaleira elétrica.

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– Geralmente os ingleses não fazem muitas reclamações em estabelecimentos, como por exemplo, em restaurantes. Eles são muito educados e cuidadosos com isso. Se acharem um inseto na sopa, por exemplo, falarão “eu acho que pode ter um inseto na minha sopa”, o que para mim está bem longe de se parecer uma reclamação.

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– Ninguém te olhará estranho se você tomar sol no parque de biquini ou fizer um mega picnic (mesmo levando comida mesmo, o que seria “farofada” para nós) num dia de sol.

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– Aqui é normal dividir casa, pois a moradia é cara. Então você pode alugar um quarto numa casa com pessoas que você não conhece.

– Também é normal o lado de fora parecer uma casa vitoriana, mas na verdade ser composta de vários apartamentos.

– É normal escutar como resposta de “está tudo bem?” um “not bad”. Isso não significa que a pessoa quer contar a vida e os problemas para você.

– Não tente lavar o banheiro do apartamento aqui com água, pois não tem ralo (além do chuveiro, porém muitas vezes o chuveiro é dentro da banheira).

– No começo do outuno você terá a visita por algumas semanas do “daddy long legs”, um inseto que parece um pernilongo gigante, mas não faz nada.

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– Todos que têm tv precisam pagar uma taxa anual de licença. Assim, você pode assistir os canais abertos.

– Mesmo que você tenha um plano de saúde particular, você precisa ir ao médico (público) do seu bairro para ver se ele acha que você tem que procurar um médico especialista. Caso ele ache, ele te dará uma “carta” e aí sim você procura um outro médico particular.

– Não existe RG ou CPF, portanto se você não dirige, você não tem nenhum documento sem ser seu passaporte (e crachá da empresa).

– Alguns prédios têm concierge. É como se fosse um porteiro que recebe correspondências, te ajuda com informações, mas não interfona e nem abre a porta quando sua visita chega.

– Como o concierge não abre a porta do prédio, utilizamos o famoso “fob” que você encosta num sensor para abrir a porta.

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– Não ache que aqui é diferente de SP na questão atravessar a rua. Não é só colocar o pé na rua que os carros param não. Por isso, tome cuidado, senão passam por cima.

– Uma curiosidade… a parte externa do teto dos famosos ônibus vermelhos é branca.

– E por último… para quem acha as moedas daqui confusas, eu achei uma lógica para entendê-las. Elas são separadas em pares, sendo uma moeda maior e outra menor e por cores. Exemplo: £0.01 bronze menor/ £0.02 bronze maior, £0.05 prata menor/ £0.10 prata maior…..

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Obs: Com certeza observarei mais diferenças no dia-a-dia, portanto atualizarei esse post de tempos em tempos.

1 Ano em Londres

Já faz um ano que estamos morando em Londres. Às vezes parece que faz um tempão que estamos aqui, mas por outro lado em alguns momentos me sinto um peixe fora d’água. Não me arrependo de ter vindo para cá passar um tempo, mas tudo isso foi consequência de meses de planejamento e sacrifícios para conseguirmos viver essa experiência.

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Está sendo muito bom e rico, amadurecemos e ainda estamos amadurecendo bastante a cada dia. Porém, como em qualquer experiência nem tudo são flores. As dificuldades são diversas e coisas que nunca nem imaginei. Dificuldade com a língua, em lidar com diferentes culturas, em conseguir um emprego num escritório, em tremer e suar a cada dia que tem que ir trabalhar, em não saber como falar, escrever ou lidar com as pessoas, conviver com mil e um costumes e comidas diferentes, não ter muito sol e calor, ter muita chuva e vento, não ter arroz e feijão todo dia, não sair para almoçar com sua equipe toda de trabalho num restaurante, etc. Às vezes estou no metrô e escuto sete línguas diferentes e não escuto inglês entre elas.

No começo sentia muita falta da comida brasileira (que AMO muito, principalmente a nordestina), mas hoje em dia está pesando muito mais a falta de convivência com meus amigos, familiares e colegas de trabalho (além do carnaval, claro!). Você passa muito tempo da sua vida no trabalho e aqui a relação com as pessoas é completamente diferente de tudo o que já vivi. Não digo que é bom ou ruim, mas é diferente e para mim isso foi e ainda é um grande choque cultural, pois saí totalmente da minha zona de conforto. Trabalho com pessoas de diferentes partes do mundo, cada um tem seu jeito que é bem diferente do brasileiro e ainda numa área que não é a minha. Larguei meu último trabalho que amava, meus chefes e equipe que adorava demais, e além disso, sei que será difícil voltar a trabalhar aqui em Londres com o que fazia antes.

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Eu não gostava muito de São Paulo por alguns motivos e hoje, mais madura e com a mente aberta, vejo que ela tem problema como outras cidades grandes (às vezes um pouquinho mais admito…), mas consigo enxergar muita coisa boa nela que não via antes. É uma cidade com pessoas maravilhosas, cidade que não dorme, que não pára, pessoas que só pensam em trabalho (e dinheiro), mas é uma cidade cheia de vida, com restaurantes/bares bons que ficam abertos até tarde e que possui moradia cara, mas não tão cara como Londres. Aqui o custo de vida é altíssimo e apesar de termos bastante dias de férias (20 e tantos dias úteis, que podem ser tirados picados e logo após seus meses de experiência – não é necessário esperar um ano), não sobra muito dinheiro para viajar no final do mês.

Além disso, percebi que não conheço nada da minha cidade. Londres é cheia de eventos, museus, parques, etc. Mas São Paulo também tem muita atração cultural que nunca dei valor. Sei que aqui tem coisas melhores como o transporte público e o sistema de saúde, por exemplo. Mas nem tudo são flores. O transporte tem lá seus defeitos sim (nada é perfeito, aqui tem greve, linhas param para manutenção, etc), mas é muito bom, porém temos que pagar um valor MUITO alto para usá-lo. E já o sistema de saúde é bom se comparado ao SUS com certeza! Mas para quem estava acostumado a ter convênio no Brasil, realmente não é a mesma coisa. Lá costumava ir ao médico e hospital para qualquer coisa e fazer exames periódicos para saber se estava tudo bem, mas aqui, mesmo que se tenha convênio particular você precisa passar pelo sistema de saúde público e o atendimento não é o que estamos acostumados, é BEM diferente. Costumava fazer um check-up a cada ano para saber se estava tudo bem e passava de 30 a 40 minutos conversando com meu médico. Fui a minha primeira consulta aqui que durou menos de 10 minutos e a médica disse que eu não tinha que fazer nenhum exame, pois eu estava bem e parecia saudável. Quando perguntei então quando teria que retornar para uma consulta, a resposta foi que eu não precisava voltar, só se estivesse doente. Ou seja, não ocupe o tempo do médico “em vão”.

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Enfim… o que quero dizer é… na minha opinião valeu e ainda está valendo a pena essa experiência. Mas acredito muito que isso está totalmente relacionado a alguns fatores: extremo planejamento inicial e sacrifícios, decisões muito racionais, sorte (sim, infelizmente é questão de sorte também para conseguir um emprego bacana, achar uma casa legal, etc) e principalmente ter um dos meus melhores amigos morando na cidade, me ajudando em tudo e me fazendo sentir que tenho uma família aqui.

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Não é porque moro em Londres que minha vida é perfeita e sem dificuldades, porque não é. Muita gente pensa que morar em Londres é o céu e viver no Brasil é o inferno e não é bem assim. Minha vida era muito boa em São Paulo e não podia reclamar de nada. Aqui  minha vida também é boa, mas já chorei e me desesperei por conta das experiências e situações mais diferentes que já vivi, por causa de dinheiro, por saudade dos meus amigos e da minha família, por repensar as minhas decisões quando minha família estava toda reunida no Ano Novo e só eu não estava lá, por preconceito e rejeições, etc. É tudo uma balança. Agora acho que esses sacrifícios valem, mas daqui há um tempo não sei. Conheço brasileiro que não aguenta mais aqui e quer voltar pro Brasil, como também conheço quem não queira mais voltar. Depende muito da pessoa e da vida que ela leva (e como ela leva a vida), seja na Inglaterra ou no Brasil.

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Sei que é difícil, mas tentem ver as coisas boas da sua cidade, pois com certeza ela tem várias qualidades que passam despercebidas no nosso dia-a-dia.

 

Visto de Residência – UK Residence Card

Comentei nesse outro post que me mudei para Londres com um visto de 06 meses de acompanhante de cidadão da União Europeia. Assim que meu marido conseguiu um emprego já apliquei para o outro visto de acompanhante (após mais ou menos 3 meses aqui), que também me dava todos os direitos como os de cidadão europeu.

Novamente liguei para Karina da Oi Londres e ela que me auxiliou e preparou todo o processo, mesmo a distância. Trocamos emails, fizemos reuniões por skype e mandei toda documentação para o Home Office: novamente as fotos do meu relacionamento com meu marido, certidão de casamento (original e tradução juramentada), extratos bancários (dos bancos da Inglaterra e do Brasil), contrato de trabalho do meu marido, holerite, formulários preenchidos e assinados pela empresa dele e por nós, fotos nossas tamanho passaporte, passaportes, contrato de locação do imóvel aqui, etc. Além disso, é necessário enviar os dados do cartão para pagar uma taxa de £55.00/aplicação. Valor cobrado na minha aplicação em Nov/2013.

Obs: Você pode fazer o processo todo sozinho, porém eu solicitei ajuda, pois sempre surge dúvida na hora do preenchimento dos formulários, envio de documentos, etc.

Mandei por correio (confesso que estava com receio, pois mandei todos os meus documentos originais num envelope) e em aproximadamente uma semana recebi uma carta confirmando o recebimento do processo e já foi debitado o valor do meu cartão. Caso desse algum problema aqui em Londres e alguém solicitasse meu documento, eu poderia apresentar essa carta do Home Office que havia recebido.

Como você ficará sem os documentos, se programe para assim que chegar na Inglaterra já agilizar algumas coisas importantes como: abertura de conta de banco, cadastro no seu GP (vá ao NHS do seu bairro para se cadastrar), solicitação do Insurance Number para poder trabalhar e se planejar para não realizar nenhuma viagem nesse período, pois eles têm até seis meses para devolver seu processo. Você pode solicitar seu documento de volta em caso de viagem, mas precisa fazer com antecedência e isso pára todo seu processo, podendo gerar confusão e atrasos. Por isso, melhor mesmo é ficar um tempinho sem sair do país.

Sobre arranjar emprego, já vi muitas informações dizendo que é possível arranjar emprego com essa carta do Home Office, porém na realidade (e o que ocorreu comigo) foi que dependendo da empresa eles ficam receosos de realizar a contratação. Não é porque você enviou o processo que é garantido que conseguirá o visto e por esse motivo algumas empresas podem ficar com medo. Se eles te contratarem e depois seu visto for negado, isso será um problemão para eles. Porém, como disse, depende da empresa, pois existem casos e casos, empresas e empresas. Por isso, continue procurando emprego, já que todo o processo de contratação não é feito do dia para noite na maioria dos casos.

Envie os documentos por correio em carta registrada e guarde a sete chaves o recibo, pois nele consta o número de referência que pode te ajudar a localizar seu processo no Home Office. Eles são um pouco confusos, até se confundiram no meu processo e devolveram meus documentos, mas ficaram com os do meu marido. Ligaram para ele pedindo desculpas e solicitando que reenviássemos meus documentos, pois eles dariam sequência ao processo (quem pegou meu processo para avaliar, achou que eu estava aplicando para cidadã britânica e simplesmente devolveu tudo, porém quando perceberam o erro, eles já haviam colocado meus documentos no correio, então ligaram para solicitar tudo de volta. Não havia NADA de errado no processo, foi erro deles mesmo).

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Enfim… mesmo com a confusão por parte deles, recebi meus documentos de volta após 02 meses. Não sei se esse é o tempo médio que leva ou se agilizaram por conta do erro deles, pois ficamos ligando e mandando emails para acompanharmos tudo e solicitamos agilidade por causa desse equívoco do Home Office. Todos os documentos retornaram e meu passaporte veio com um visto de 05 anos.

Obs: Hoje em dia o visto não é mais colado na folhinha do passaporte como mostrei o meu acima. O Home Office devolve toda sua documentação em um envelope e depois envia (num envelope separado) uma carteirinha que é o Residence Card. Algumas pessoas que conheço aplicaram no final de 2015 e todo o processo levou de 5 a 6 meses. Portanto, é aconselhável não marcar nenhuma viagem em 6 meses da data da aplicação, ou até um pouco mais que isso, pois nunca se sabe se o Home Office atrasará no processo.

Sei como é difícil essa mudança e a nossa cabeça fica cheia de dúvidas. Por isso, caso esteja passando por isso e queira uma ajuda, podem me escrever que tentarei ajudar ao máximo com informações ou indicações. Meu email é carol.afk@gmail.com

 

Natal em Londres

Essa época de Natal é muito gostosa aqui em Londres, pois no final de novembro e começo de dezembro acontecem diversos eventos natalinos, como por exemplo o momento de acender as luzes em tal mercado ou tal rua com eventos pequenos e grandes. Além disso, há muitos corais em praças e igrejas.

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Dos locais que visitei esse ano eu gostei muito do evento de Carnaby Street onde distribuíram brindes, todas as lojas tinham uma atração (de comida a DJ), descontos, etc. Também gostei do evento em Covent Garden onde acenderam as luzes da árvore de Natal e teve coral.

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Mas vale a pena passar por alguns locais para ver as luzes de Natal e decorações como na Regent Street, Oxford Street, Carnaby Street, Covent Garden, Somerset House, South Molton Street, Tower of London, Southbank, Canary Wharf, Trafalgar Square, Piccadilly Circus, Slingsby Place. 

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Christmas decorations in London, 2013.

E as vitrines como da Selfridges, John Lewis (esse ano a vitrine está com vários bichinhos feitos com produtos), Harrods, Harvey Nichols, Fortnum and Mason e Choccywoccydoodah (uma loja de chocolate perto de Carnaby Street onde eles fazem chocolates com vários formatos, dependendo da data comemorativa, é lindo!).

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Selfridges Christmas window display on Oxford Street Harrods window display in Knightsbridge

John Lewis Christmas window display on Oxford Street Fortnum and Mason Christmas window display in Piccadilly

Fora isso as lojas ficam bombando de gente e em dezembro já começamos a ver algumas coisas em promoção, sim promoção! E são promoções que valem super a pena, mas dia 26 de dezembro (boxing day) é feriado aqui e é o primeiro dia oficial de promoções que chegam até 75%! Masssssss pensa numa loucura com pessoas disputando peças de roupas e acessórios e uma bagunça danada. Tem muita gente que chega super cedo e praticamente madruga nas filas das lojas.

Esse ano fui ao shopping de Canary Wharf e estava tranquilo por não ser muito conhecido e não ser central. Comprei um sobretudo na Banana Republic por 50% do preço original, por exemplo. Obs: Dia 26/12 tem transporte público, mas dia 25/12 é o único dia do ano que TUDO pára, ou seja, não há nenhum transporte público.

O Columbia Market fica mais cheio que o normal aos domingos! Diversas pessoas disputando o mesmo espaço para comprar flores e árvores de Natal, além de aproveitarem (principalmente se tiver um dia sem chuva) os cafés e lojinhas da região.

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Mas o que eu mais gosto nessa época são o Mercados de Natal! Os mais conhecidos e que fui esse ano aqui em Londres são:

– Southbank (estações Westminster ou Waterloo): Mercado de Natal estilo alemão vendendo salsicha, batata, carne de porco, torta de maçã, gingerbread, glühwein, além de acessórios, decorações natalinas e outros presentinhos. É bem fácil de chegar e de sexta a domingo há também outro mercado de comida atrás do Southbank Centre.

View of the traditional Christmas Market along the South Bank Queen's Walk  London at night looking through Xmas lights

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– Winter Wonderland (Hyde Park): Um Mercado de Natal enorme, com muitas barraquinhas de comida, acessórios, bebida e também brinquedos como roda gigante, montanha russa, casa mal assombrada, esculturas de gelo e muitas outras atrações. Você consegue passar muitas horas lá e se divertir bastante, porém é muito cheio aos finais de semana.

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– Christmas Village em Kew Gardens: O parque é pago, porém o Mercado de Natal não é, mas achei ele bem pequeno. Há também um caminho para se fazer no parque durante a noite com iluminação no percurso (esse passeio é pago). Como fica muito longe e não tem muita coisa, não é um Mercado que me agradou.

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Em Leicester Square tem algumas barraquinhas e brinquedos também.

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Além disso é possível ver várias pistas de patinação no gelo espalhadas pela cidade como no Natural History Museum, Canary Wharf, Tower of London, Westfield Shopping, London Eye, Winter Wonderland, Hampton Court Palace (um pouco mais longinho) e Somerset House (meu preferido). Geralmente você agenda seu dia e horário (geralmente é bem cheio) e paga durante aproximadamente 50 minutos de diversão dependendo do lugar.

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Bonfire Night 2013

Remember, remember the fifth of November…..

Todo dia 05/11 é celebrado o Bonfire Night com fogos de artifício e fogueiras (e também em dias próximos quando dia cinco cai durante a semana). Essa tradição britânica é por causa da Conspiração da Pólvora em 1605, quando o católico Guy Fawkes tentou explodir o Parlamento e matar o Rei James I. Seu plano falhou, já que ele foi capturado e por esse motivo, esse dia é tão comemorado até hoje.

Existem diversos lugares pela cidade para assistir aos fogos de artifício. Em lugares mais tradicionais também pode-se ver bonecos queimados nas fogueiras, simbolizando Guy Fawkes.

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Escolhi o Alexandra Palace para ir esse ano. Eles pararam com a comemoração por quatro anos e voltaram com um evento grande com German Bier Festival, barraquinhas de comida, pista de patinação, além do esperado espetáculo da queima de fogos que se pode assistir do parque ou de um terraço no palace. Como comprei o ingresso com antecedência paguei £ 6.00 para entrar no parque, mas o preço subiu próximo a data do evento (£ 10.00).

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Confesso que esperava mais do evento e achei um pouco desorganizado. Acredito que ano que vem esteja melhor, pois como comentei, esse foi o “retorno” do evento.

De qualquer forma, Alexandra Palace é um local que merece ser visitado, pois tem uma vista panorâmica de Londres e também ocorrem vários eventos por lá. É um pouco distante do centro, mas você pode pegar um trem de King’s Cross St Pancras até a estação Alexandra Palace (zona 3).

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Esse evento ocorreu no sábado (dia 02) e lá de cima pude ver outros lugares na cidade (a maioria gratuitos) com fogos de artifício. No próprio dia 05 também ocorreram várias comemorações pela cidade. Próximo a data você pode conferir a lista de locais em sites como o Time Out, por exemplo.