Dia 4 – Tunis

Tínhamos planejado de irmos ao Bardo Museum, mas estávamos tão cansados que decidimos ficar pela cidade mesmo. Andamos mais um pouco e almoçamos com tranquilidade ao ar livre em um dos vários restaurantes da avenida principal. Fomos almoçar com nossas mochilas para depois irmos direto ao aeroporto, e para nossa surpresa um funcionário do restaurante estava com aqueles detectores de metais portáteis passando em todos que entravam no estabelecimento.

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Após o almoço pegamos um táxi na rua, bem próximo ao nosso hotel  e fomos para o aeroporto. O taxímetro estava ligado e para nossa surpresa o valor da corrida foi apenas 4 TND!!!!!! Tínhamos pago 30 TND na ida, lembram? Uma diferença absurda! Porém, acredito que do aeroporto para a cidade todos os táxis de empresas cobram a mesma coisa. Já deve ser algo acordado entre eles para ganharem mais do turista que chega à cidade sem noção de preço e não tem muito para onde fugir. A não ser que você dê sorte de pegar um táxi que tenha acabado de deixar alguém e que concorde em ficar com o taxímetro ligado.

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Chegamos lá e fomos trocar o que tinha sobrado da moeda local. Só precisamos apresentar nosso recibo de compra da moeda na mesma casa de câmbio e o passaporte. Só que para vender a moeda, é preciso ir às casas de câmbio localizadas no primeiro andar do aeroporto (e a compra é feita no térreo).

Passamos pelo raio-x e tivemos outra surpresa. A passageira na nossa frente pôde entrar com uma garrafa de 1,5 L de água!!! Enfim… para os fumantes de plantão, o aeroporto tem um fumódromo, pois não é permitido fumar lá dentro nas áreas comuns. O mesmo acontece com trens que tem lugares especiais para fumar (pelo menos o trem antigo e normal tinha). Já os demais estabelecimentos como bares e restaurantes permitem fumar em qualquer lugar.

Apesar das tensões e diferenças, gostei bastante de ter visitado a Tunísia, pois a cultura e o país são bem diferentes dos lugares que já visitei. Infelizmente não tive tempo de ir para o sul e para o litoral da Tunísia que dizem que são lugares maravilhosos. Isso ficará para nossa próxima viagem para lá.

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Dia 3 – El Jem

Em nosso terceiro dia na Tunísia decidimos ir para El Jem. Sabíamos que ficava super longe, mas como meu marido queria ir ao coliseu, lá fomos nós. Perguntamos no dia anterior como deveríamos fazer para chegar lá e os funcionários do hotel nos aconselharam pegarmos o Louage, uma van que funciona como um táxi para várias pessoas. O destino é El Jem? Quando a van fica cheia de gente querendo ir para esse destino, ela parte para lá.

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Porém, como já estava meio insegura com isso, dei uma pesquisada rápida na internet sobre os trens que iam de Tunis para El Jem. A estação de trem era próxima ao hotel, na Place Barcelona. Procurei os horários e preços direto no site Société Nationale Des Chemins Der Fer Tunisiens. O site tem uma parte em inglês, mas como não funcionou direito, pesquisei na página em francês mesmo. Como é só colocar o nome da origem, destino, dia e horário foi bem fácil consultar tudo.

Com tudo pesquisado, fomos atrás do tal dos louages primeiro. Andamos até a Place Moncef Bey, praça que geralmente eles ficam, mas tinha uma feira de animais acontecendo (talvez porque era domingo). Achamos umas vans nas ruas próximas, mas não estávamos muito confiantes, então fomos para a estação de trem.

Chegando na estação a mulher da bilheteria falava muito bem inglês e nos explicou tudo, o preço e os horários batiam certinho com o que estava no site, etc. Compramos a passagem na primeira classe e ida e volta custou 26,10 TND por pessoa. Saimos aliviados que tudo tinha dado certo sem stress. Até que decidi verificar o troco que ela tinha me dado, e claro, estava errado. Fiquei irritada comigo mesma por ter confiado nela e saído tão aliviada com todas as informações de lá que nem conferi o troco. Burrice!

Procuramos a plataforma e o trem e quando chegamos na primeira classe quase tive um infarto. Fiquei tão tensa durante 3h que nem lembrei de tirar foto. Há dois tipos de trens: normal que dura 03h de viagem e o expresso que dura umas 02h10. Por causa do horário, tivemos que pegar o trem normal e ele era super antigo. Isso não era problema para mim, mas o problema foi…. ele era imundo! Parecia que ele só tinha sido limpo quando inaugurou há anos e mais anos atrás. Os bancos eram de tecido e totalmente encardidos. Pensamos até em não encostar neles, mas numa viagem de 03h seria impossível, então não pensei mais sobre isso e relaxei. As janelas estavam completamente sujas, com poeira e sujeira impregnada há anos. E olha que não é exagero! Eu sou bem tranquila e desencanada no quesito viagem, mas limpeza é prioridade para mim. Tivemos a “brilhante” ideia de sentarmos naqueles bancos de 04 pessoas – 02 bancos de frente para os outros. Até que chegaram dois caras, um deles bem gordinho e sentou na frente do meu marido que tem quase 1.90m. Só que na época que fizeram esses bancos, ninguém calculou direito o espaço e só cabiam praticamente pernas de uma pessoa. Imaginem meu marido mega encolhido, com a perna batendo no outro cara por 03h e naquele banco imundo. Felicidade total 🙂

Como a emoção ainda não era grande, eis que surge uma baratinha na minha janela e fica ao meu lado. Minha reação foi ficar paralisada até ela entrar num buraquinho da janela e ir para não sei onde (ou ter ficado lá). Enfim, procurei dormir para diminuir a tensão e fazer com que as 03h passassem rápido.

Chegamos finalmente a El Jem aliviados e dando risada de tudo aquilo. Procuramos o coliseu e fomos visitá-lo. Pagamos 10 TND por pessoa + 1 TND para tirar fotos e ficamos impressionados com o lugar. Estava super bem conservado e passamos um bom tempo lá dentro.

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DSC_0694O subsolo é bem conservado também com vários cômodos e corredores que eram utilizados para transporte de cargas, pessoas, animais e comida. Funcionava como os bastidores das apresentações no coliseu.

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DSC_0641O ingresso incluia também a entrada ao museu da cidade. Procuramos e andamos muito para achá-lo, mas desistimos. Estava calor, a cidade tem bastante poeira e pouca sinalização. Então fomos almoçar num restaurante simples em frente ao coliseu. Comida razoável por preço honesto 20.5 TND para duas pessoas.

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Em vários lugares na Tunísia vimos a rosa do deserto para vender. São formadas por aglomerados de areia e pedras e sua aparência lembra pétalas de flor, por isso o nome.

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Fomos direto para a estação e ficamos esperando nosso trem que partia às 16h40. O trem da volta era o expresso e esse sim parecido com trem europeu. Novo, com ar condicionado e o trajeto demorava quase 01h a menos que o outro. Ficamos felizes, mas ao entrarmos no trem….. não havia bancos para sentar. Conclusão: consegui um banco na metade da viagem e meu marido ficou todo o percurso sentado no chão com mais um monte de gente. Um painel ao nosso lado ficava bipando dizendo que tinha uma parte super aquecida no trem, mas isso era um mero detalhe. Nada comparado ao trem da ida.

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O pessoal lá tem um respeito grande por mulheres. Logo que cheguei um homem me ofereceu seu lugar para eu sentar, mas não aceitei. Só de estar num lugar infinitas vezes mais limpo, já estava muito feliz.

Um fiscal passou para verificar nossa passagem. Apresentei o ticket que era ida e volta, mas ele começou a pedir alguma coisa em francês que não entendi. Respondi que só tinha aquele bilhete e que a funcionária tinha me vendido como ida e volta. Ele tentou nos explicar e pedir a tal coisa mais uns 5 minutos, mas quando ele viu que não entendíamos nada do que ele estava falando, ele desistiu. Depois ele voltou com um bilhete de volta de outro passageiro e nos mostrou que era aquilo que ele queria. Falamos que infelizmente não tínhamos e ele foi embora. Compramos o bilhete certo, pelo valor certo (ainda bem que o valor total estava escrito no bilhete), porém recebemos apenas um bilhete. Ficou faltando a tal impressão do bilhete da volta, mas acho que o fiscal não fez nada, pois estava escrito o valor integral que tínhamos pago, e era um valor de ida e volta.

Acho esse passeio legal para quem está a caminho de alguma outra cidade ou quem está em cidades próximas como Sfax ou Sousse. Não aconselharia fazer esse bate-e-volta que fizemos saindo de Tunis, pois achei muito cansativo e a atração principal da cidade é o coliseu apenas. Acho muito desgaste para só umas duas horinhas de passeio.

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Voltamos exaustos e paramos para jantar no restaurante Le Grand Cafe du Theatre, que também possui comida boa a um preço justo.

Dia 2 – Cartago e Sidi bou Said

Decidimos ir para Cartago de manhã e Sidi bou Said a tarde em nosso segundo dia na Tunísia (viagem realizada em Abril/2014). Saimos cedo do hotel, andamos pela avenida Habib Bourguiba até a estação do TGM. Passamos pela famosa Tour de L’horloge no caminho.DSC_0160

Compramos o bilhete por 0,70 TND por pessoa e fomos até a 11ª estação chamada Carthage Hannibal. Não teve muito erro, pois só tinha um trem e era uma única linha, portanto sem baldiações. Foi só seguir o pessoal, entrar no trem (que estava cheio) e aguardar até nosso destino, o que levou entre 20 a 30 minutos.

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Não espere o conforto de um trem europeu. O trem é antigo, bem simples e dá a impressão que não foi renovado há muitos anos. Muita gente fica na porta, às vezes com o corpo para fora. Achei super perigoso, mas eles parecem estar bem acostumados com isso.

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Chegando na estação de Cartago, nos perdemos. Começamos a seguir um monte de gente que saiu do trem e subiu a rua. Eles não eram turistas e logo cada um foi para um lado. Andamos por uns BONS minutos, já que eu queria encontrar Thermes d’Antonin, mas estávamos na direção oposta…. não iríamos achar mesmo por lá. Perguntamos para algumas pessoas na rua, todos nos mandavam para diferentes direções e tentávamos entender as mímicas e as explicações em francês apenas. Acho que cada um tentava explicar e nos mandar para um lado, porque nós perguntávamos os nomes dos lugares em inglês, e não em francês. Por isso acho que eles não entendiam muito bem.

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Depois de muito tempo andando desisti de encontrar esse lugar e nos dirigimos para o Museu de Cartago (esse sim era subindo a rua saindo da estação).

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Passamos um bom tempo lá vendo o museu. O ingresso custou 10 TND por pessoa e dá direito a ir em várias atrações na região, com o mesmo ticket. Isso porque no ingresso tem o nome de todos os lugares que você pode visitar como Amphithéâtre, Villas Romaines, Théâtre Romain, Musée Paléochretien, Musée de Carthagem Tophet de Salambo, Thermes d’Antonin, Quartier Magon. Ao chegar no lugar é só mostrar o seu ingresso que eles marcam a caneta que você esteve por lá. Pagamos mais 1 TND para termos a autorização para tirarmos fotos nos lugares.

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DSC_0240No Museu perguntamos para 03 pessoas diferentes que falavam mais ou menos inglês onde ficava o tal Thermes d’Antonin. Eles explicaram que ficava do outro lado da estação de trem (não explicaram assim tão fácil, mas conseguimos entender a mensagem).

Nos dirigimos para lá e finalmente achamos! Então, saindo da estação Carthage Hannibal, se você subir a rua dará no Museu. Se descer a rua dará no Thermes d’Antonin e outras atrações que fomos.

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Eu queria muito conhecer esse lugar, pois escutei que era o lugar mais bem preservado e realmente achei mesmo. Os demais lugares não são tão preservados assim… uma pena. Cartago é muito bonito com várias casas bem grandes e bonitas. Já dá para reparar que o bairro é bem rico.

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Ali perto tem o Quartier Magon que também passamos, mas não achei muito interessante não. Está tudo bem destruído e você não consegue ver quase nada infelizmente.

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Depois caminhamos para Villas Romaines e Théâtre Romain. Você encontra algumas placas com indicações nas ruas para essas atrações, então consegue ter uma noção de onde ficam.

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A tarde pegamos o trem novamente e andamos uma estação até Carthage Présidence, pois a linha estava em manutenção e o ponto final era ali. Saindo da estação pegamos um ônibus (ele já fica parado na porta esperando as pessoas que chegaram com o trem) e não precisamos pagar nada, pois o valor já estava incluso na passagem que tínhamos comprado. Conhecemos dois adolescentes que nos falaram que ponto tínhamos que descer para irmos à Sidi bou Said, mas várias pessoas descem nesse mesmo ponto e você já avista do ônibus as lojas brancas com portas azuis.

Descendo do ônibus conhecemos um casal (um tunisiano e uma japonesa) que nos indicaram qual diração deveríamos ir, nos contaram a história de amor deles e nos acompanharam até o Cafe des Nattes, um dos mais famosos e típicos da cidade. Paramos para tomar alguma coisa, já que estava quente e estávamos andando desde cedo.

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Depois percorremos com calma as ruazinhas com suas casas brancas com portas azuis, e até achamos uma com uma porta diferente. Várias lojinhas vendendo roupas, sapatos, souvenirs, etc. Lembre-se de pechinchar! Lá também você deve tomar cuidado com o troco e conferir direitinho, pois eles dão troco errado.

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Decidimos então parar para comer algo e fomos para o Cafe des Delices que fica meio “escondido”, mas tem uma vista maravilhosa. Chegando lá ficamos super confusos, pois foi um tal de vários garçons nos persuadirem para sentarmos em mesas diferentes. Demoramos um pouco para entender o porquê, já que tinham mesas em vários andares diferentes, mas tudo fazia parte do mesmo estabelecimento. Depois entendemos que cada garçom cuidava de um pavimento e eles ficavam nessa “disputa” de clientes por causa das gorjetas.

Enfim, comemos e bebemos e até experimentamos o típico chá de Pinus deles. No final pedimos a conta e o garçom pediu para levantarmos da mesa. Pediu a conta, já tem que desocupar o lugar! E a conta, nos dois cafés em Sidi bou Said, os garçons apenas falaram o valor sem mostrar os cálculos. Ao pedirmos, ele disseram não ter recibo e que os valores estavam corretos. Se o total estava certo ou errado? Só se eu desse uma de detetive, porque nem no cardápio tinha o valor de tudo. Bebida, por exemplo, achei o valor só num menu na parede do restaurante e ainda estava tampado com fita. Ou seja, tivemos que confiar no garçom e claro, conferir direitinho o troco!

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Andamos mais um pouco por lá e nos dirigimos para o ponto de ônibus para voltarmos à Tunis. Compramos a passagem de volta na bilheteria em frente ao ponto de ônibus e fizemos o mesmo percurso da ida.

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Dia 1 – Tunis

Como Londres tem um feriado grande (total de 4 dias) em Abril, decidimos ir para Tunísia. Como não tínhamos muito tempo, focamos em Tunis, Sidi Bou Said, Cartago e El Jem. Procurei na internet e os blogs que me ajudaram MUITO foram esses: Dicas e Relatos de Viagens e Joe’s Trippin (em inglês).

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Chegamos ao aeroporto de Tunis e já fomos trocar dinheiro para a moeda de lá. Isso porque não é permitida a comercialização da moeda deles TND (Tunisian Dinar) fora do país. Portanto, chegando lá, procuramos uma casa de câmbio e trocamos a moeda. Um ponto importante: guarde o recibo de compra da moeda, pois caso sobre dinheiro no fim da viagem, você pode ir a mesma casa de câmbio e trocar por dólar ou euro.

Obs: O máximo que consegui sacar no caixa eletrônico foi 200 TND. E a moeda de lá é um pouco confusa no começo, pois eles têm uma moeda de 100 que vale 0,10 TND e a moeda de 1/2 vale 0,50 TND. Os ingressos e contas vem com um número grande, porque é tudo multiplicado por 1.000. Então um ingresso que custa 10.000, na verdade são 10 TND.

Com dinheiro em mãos, fomos a procura de um táxi. Logo que desembarcamos já fomos abordados por vários taxistas, mas nos dirigimos para fora do aeroporto a procura de uma empresa de táxi. Enfim…. acho que é tudo igual, eles não ligam o taxímetro e me cobraram 30 TND (depois leia o último post que conto quanto é o valor verdadeiro com o taxímetro ligado).

Ficamos hospedados no Hotel Tiba que falo que nesse post. Deixamos nossas mochilas e saímos para dar uma volta. O hotel era muito próximo da Avenida Habib Bourguiba (uma das principais da cidade) que leva a Medina. Então passamos pela Catedral, que fica em frente a Praça da Independência e chegamos à Medina.

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Um fato curioso… muitas partes no meio da avenida (canteiros centrais e alguns outros pontos) estavam cercados por arame farpado. Quando perguntamos aos locais o porquê desse fato, eles nos lembraram que a Tunísia foi o berço da Primavera Árabe que deu início no final de 2010. Essa foi uma época revolucionária de manifestações e protestos que acabaram por derrubar muitos líderes naquele período. Há pouco tempo eles adotaram uma nova Constituição e um governo mais democrático. Porém, até hoje acontecem manifestações e para tentar diminuir esses movimentos, eles colocam os arames farpados a fim de deixar o espaço menor para aglomeração.

Outro ponto que nos chamou a atenção é que as pessoas atravessam as ruas como se não houvessem carros. Elas vão passando no meio dos carros, andando no meio da rua movimentada, etc. Morria de medo ao atravessar um cruzamento.

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Mas voltando ao nosso passeio, seguimos nessa avenida passando por muitos restaurantes/bares com mesinhas na calçada até chegarmos no Bab el Bahr ou também conhecida como Porte de France, um arco que era o portão de entrada para a Medina até a muralha ao seu redor ser destruída pelos franceses para criar a Place de la Victoire.

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Exploramos as várias ruas da Medina (apenas para pedestres) admirando cada lojinha de souvenir, comida, lustres, roupas, sapatos, etc. Também fomos abordados inúmeras vezes por pessoas locais oferecendo ajuda e dizendo que tinham um lugar imperdível para nos indicar…. todos eles nos indicavam o mesmo lugar que diziam ter uma vista bonita a partir de um terraço e na ida (ou volta) passariam numa lojinha………… Fugimos de todas as ofertas, pois nos pareceu muito “tourist trap”. Além disso, cuidado ao comprar algo. Confira sempre o troco certinho, pois eles dão troco errado para ficarem com mais dinheiro.

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Passamos por algumas mesquitas (não entramos, pois tentamos em duas e era proibida a entrada de não muçulmanos) e chegamos na Praça do Governo. Uma praça muito bonita e ampla com um monumento no meio da praça. Ali do lado passamos também pelo Ministério das Finanças.

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Praça do Governo

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Ministério das Finanças

Depois paramos para jantar num restaurante na própria Avenida Habib Bourguiba, mas me arrependi de ter sentado dentro do restaurante, pois é permitido fumar em ambientes fechados. Jantei no restaurante Le Parnasse e ao lado descobri uma doceria deles também. AMEI a doceria!!! Comi todo dia uma tortinha de morango muito boa por menos de £1.00!! Nem preciso falar que fiquei mega feliz, né?

Voltamos para o hotel, pois já era tarde e queríamos acordar cedinho no dia seguinte.

 

Hospedagem em Tunis – Hotel Tiba

Tinha visto resenhas boas no Booking.com sobre o Hotel Tiba e depois também vi em um blog que consultei que o hotel era bom mesmo. Não é um hotel 5 estrelas, claro, mas realmente achei um ótimo custo x benefício para um hotel 2/3 estrelas.

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Preço bom, limpinho, reformado, café da manhã honesto (vi uns comentários negativos, mas tomamos café por volta das 08h e estava ótimo), staffs ok (não falam tão bem inglês, mas sempre tentam ajudar) e localização ótima. Na esquina você já encontrará vários restaurantes e cafés, supermercado perto, e ainda por cima a uns 5 minutos andando da Medina. Fica quase na esquina de uma das principais avenidas na cidade, Av. Habib Bourguiba, que leva a estação do TGM. De um lado da avenida fica a estação do TGM e do outro fica a Medina. Estações de trem, ônibus e tram também ficam muito próximos do hotel, a alguns minutos de caminhada.

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Só achei o wifi do hotel super lento em determinados horários e o quarto não tinha ar condicionado. Essas coisas não nos afetaram, já que não estava um calor insuportável e ficamos apenas algumas noites.

Uma coisa que adorei é que na avenida principal, a pouquíssimos metros do hotel, tinha uma patisserie chamada Le Parnasse que vendia doces maravilhosos e baratos! Todo dia eu passava lá para comprar tortinha de morango 🙂